Todos irmãos, indivíduos diferentes, visões diferentes, mas todos por uma causa, até mesmo os policiais, que são trabalhadores oprimidos pelo sistema.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA ITAJUBÁ
CURSO: ENSINO MÉDIO
PROFESSOR: VITOR MARCELO VIEIRA
PLANO DE ENSINO E APRENDIZAGEM PARA 2º E 3º ANOS DO ENSINO MÉDIO
1 OBJETIVO GERAL DO CURSO DE HISTÓRIA
Antes de relacionar alguns dos conceitos estruturadores da disciplina, é
importante mencionar a historicidade desses conceitos, entendidos como
instrumentos ou, usando uma imagem, como “lentes” através das quais estudamos e
nos posicionamos em relação ao passado e ao presente. O passado pode ser
definido como uma série de eventos que tiveram lugar num momento anterior
àquele que a consciência das pessoas identifica como momento presente. O
passado é, portanto, aquilo que não está, aquilo que não existe mais, mas “sabe-se”
que um dia existiu. Conforme um historiador: Todo ser humano tem consciência do
passado […] em virtude de viver com pessoas mais velhas. Provavelmente todas as
sociedades que interessam ao historiador tenham um passado, pois mesmo as
colônias mais inovadoras são povoadas por pessoas oriundas de alguma sociedade
que já conta com uma longa história.
Ser membro de uma comunidade humana é situar-se em relação ao seu passado
(ou da comunidade), ainda que para rejeitá-lo. O passado é, portanto, uma
dimensão permanente da consciência humana, um componente inevitável das
instituições, valores e outros padrões da sociedade humana (Hobsbawn, 1998, p.
22). O passado pode ser utilizado como padrão para determinadas sociedades que procuram
reproduzir ou conservar em seu cotidiano as “velhas formas do viver”; e pode
também ser usado como um guia de orientação para sociedades que enfrentam pequenas
ou grandes mudanças e necessitam de modelos ou exemplos. O passado pode ainda
ser invocado para justificar ou apoiar determinadas reivindicações ou para
explicar algumas mudanças ou a necessidade delas. De qualquer modo, o passado está
intrinsecamente relacionado com o presente, e é nele que os historiadores, na prática
de seu ofício de reconstituir o passado ou construir o conhecimento histórico, encontram
as “lentes” com que olham para o passado
2 JUSTIFICATIVA
Como se aprende História? Como se ensina História?
Não se aprende História apenas no espaço escolar. As crianças e jovens
têm acesso a inúmeras informações, imagens e explicações no convívio social e
familiar, nos festejos de caráter local, regional, nacional e mundial. São
atentos às transformações e aos ciclos da natureza, envolvem-se com os ritmos
acelerados da vida urbana, da televisão e dos videoclipes, são seduzidos pelos
apelos de consumo da sociedade contemporânea e preenchem a imaginação com
ícones recriados a partir de fontes e épocas diversas. Nas convivências entre
as gerações, nas fotos e lembranças dos antepassados e de outros tempos,
crianças e jovens socializam-se, aprendem regras sociais e costumes, agregam
valores, projetam o futuro e questionam o tempo.
Rádio, livros, enciclopédias, jornais, revistas, televisão, cinema, vídeo
e computadores também difundem personagens, fatos, datas, cenários e costumes
que instigam meninos e meninas a pensarem sobre diferentes contextos e
vivências humanas. Nos Jogos Olímpicos, no centenário do cinema, nos cinqüenta
anos da bomba de Hiroshima, nos quinhentos anos da chegada dos europeus à
América, nos cem anos de República e da abolição da escravidão, os meios de comunicação
reconstituíram com gravuras, textos, comentários, fotografias e filmes,
glórias, vitórias, invenções, conflitos que marcaram tais acontecimentos.
Os jovens sempre participam, a seu modo, desse trabalho da memória, que
sempre recria e interpreta o tempo e a História. Apreendem impressões dos
contrastes das técnicas, dos detalhes das construções, dos traçados das ruas,
dos contornos das paisagens, dos desenhos moldados pelas plantações, do
abandono das ruínas, da desordem dos entulhos, das intenções dos monumentos,
que remetem ora para o antigo, ora para o novo, ora para a sobreposição dos
tempos, instigando-os a intuir, a distinguir e a olhar o presente e o passado
com os olhos da História. Aprendem que há lugares para guarda e preservação da
memória, como museus, bibliotecas, arquivos, sítios arqueológicos. Entre os
muitos momentos, meios e lugares que sugerem a existência da História, estão,
também, os eventos e os conteúdos escolares. Os jovens, as crianças e suas
famílias agregam às suas vivências, informações, explicações e valores
oferecidos nas salas de aula. É, muitas vezes, a escola que cria estímulos ou
significados para lembrar ou silenciar sobre este ou aquele evento, esta ou
aquela imagem, este ou aquele processo.
Algumas das informações e questões históricas, adquiridas de modo
organizado ou fragmentado, são incorporadas significativamente pelo
adolescente, que as associa, relaciona, confronta e generaliza. O que se torna
significativo e relevante consolida seu aprendizado. O que ele aprende
fundamenta a construção e a reconstrução de seus valores e práticas cotidianas
e as suas experiências sociais e culturais. O que o sensibiliza molda a sua
identidade nas relações mantidas com a família, os amigos, os grupos mais
próximos e mais distantes e com a sua geração. O que provoca conflitos e
dúvidas estimula-o a distinguir, explicar e dar sentido para o presente, o
passado e o futuro, percebendo a vida como suscetível de transformação. É
preciso diferenciar, entretanto, o saber que os alunos adquirem de modo
informal daquele que aprendem na escola. No espaço escolar, o conhecimento é
uma reelaboração de muitos saberes, constituindo o que se chama de saber
histórico escolar. Esse saber é proveniente do diálogo entre muitos
interlocutores e muitas fontes e é permanentemente reconstruído a partir de
objetivos sociais, didáticos e pedagógicos.
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivo
Geral: Desenvolvimento de competências e habilidades cognitivas que
conduzam à apropriação, por parte dos alunos, de um instrumental conceitual –
criado e recriado constantemente pela disciplina científica –, que lhes permita
analisar e interpretar as situações concretas da realidade vivida e construir
novos conceitos ou conhecimentos.
3.2 Objetivos específicos
- utilizar
fontes históricas em suas pesquisas escolares;
-Perceber que o
objeto da História não é o passado; seu objeto é o homem, ou melhor, os homens,
mais precisamente “homens no tempo”;
4 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DO ENSINO MÉDIO
Temas
1. O cidadão e o
Estado
2. Cidadania e
liberdade
3. Cidadania e
etnia
• A definição da
cidadania
– Cidadania
ateniense
– Cidadania do
século XVIII: Revolução Francesa
• Participação
política
– Atenas:
participação direta dos iguais
– Brasil
republicano: participação indireta dos desiguais
• A luta pela
liberdade
– Rebelião de
escravos na Roma antiga
– Rebeliões e
resistências dos escravos no Brasil do século XIX
• Liberdade para
lutar
– Movimentos
negros nos EUA: a luta pelos direitos civis
– Movimentos
negros no Brasil: contra discriminação, por trabalho e educação
• Lutas por
autonomia
– Estratégias
terroristas: ETA e IRA
– Estratégias da
guerra: Guerra da Iugoslávia e/ou guerras étnicas no continente africano
• Direito de
expressão
– O direito à
beleza: arte e moda étnicas
Cidadania:
diferenças e desigualdades
O conceito de Estado
• Transformação
histórica do conceito
– Reinos
europeus e monarquias absolutistas
– Revolução
Francesa e Revolução Americana
• Princípios,
doutrinas e ideologias
– Princípio das
nacionalidades
– Liberalismo e
nacionalismo
5 METODOLOGIA
É importante que o professor sempre explicite sua proposta de trabalho
para os estudantes e retome, algumas vezes, a proposta inicial a fim de que
eles possam decidir sobre novos procedimentos no decorrer das atividades.
Assim, por exemplo, é a problemática inicial que orienta a escolha das fontes
de informação que são mais significativas. Entre as pesquisas realizadas,
algumas podem ser descartadas e outras confrontadas em um processo de avaliação
da importância de suas informações. Imagens podem ser selecionadas entre as
muitas recolhidas, para reforçarem argumentos defendidos ou por revelarem
situações não imaginadas. Textos sobre episódios do passado podem ser
organizados para demonstrarem a especificidade no modo de pensar da época e
exemplificarem conflitos entre grupos sociais.
Consideraremos, portanto, o tempo como construção humana e o tempo
histórico como construção cultural dos povos em diferentes épocas e espaços. No
início do nosso texto usamos as palavras de Hobsbawn para afirmar que todos os
seres humanos têm consciência do passado. Entretanto, para as diversas
culturas, o passado pode ter sentidos diferentes correspondentes às diferentes
maneiras de vivenciar e apreender o tempo e de registrar sua duração e a
sucessão dos eventos – e que podem ser incluídos como objetos de estudos
históricos.
6 AVALIAÇÃO
No processo de avaliação é
importante considerar o conhecimento prévio, as hipóteses e os domínios dos
alunos e relacioná-los com as mudanças que ocorrem no processo de ensino e
aprendizagem. O professor deve identificar a apreensão de conteúdos, noções, conceitos,
procedimentos e atitudes como conquistas dos estudantes, comparando o antes, o
durante e o depois. A avaliação não deve mensurar simplesmente fatos ou conceitos
assimilados. Deve ter um caráter diagnóstico e possibilitar ao educador avaliar
o seu próprio desempenho como docente, refletindo sobre as intervenções
didáticas e outras possibilidades de como atuar no processo de aprendizagem dos
alunos.
BIBLIOGRAFIA
BAKHTIN, M. A cultura popular na
Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara
Frateschi Vieira. São Paulo: Hucitec; Brasília: Universidade de Brasília, 1987.
BENJAMIN, W. Sobre o conceito da
História. In: Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. 3. ed. Trad.
Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BRAUDEL, F. História e Ciências
Sociais. Trad. Rui Nazaré. 5. ed. Lisboa: Presença,
1986.
CERTEAU, M. A invenção do
cotidiano. Trad. Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis: Vozes, 1994.
1993. (sinopse) pp.
193-249.
FERRO, M. Há uma visão fílmica da
história? In: Uma lição de História de Fernand Braudel.
Cavalcante. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1984.
1992.
LEFEBVRE, H. A vida cotidiana no
mundo moderno. Trad. Alcides João de Barros. São Paulo: Ática, 1991.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Parâmetros
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: Secretaria de
Educação Média e Tecnológica (Semtec/MEC), 1999
sábado, 2 de março de 2013
|
EEB. SARA CASTELHANO KLEINKAUF
|
|
|
Área:
|
Área de Ciências Humanas
|
|
Curso:
|
ENSINO MÉDIO INOVADOR
|
|
Componente Curricular:
|
SOCIOLOGIA
|
|
Turmas:
|
111, 112, 113, 114, 115, 221,
222, 223
|
|
Professor (a):
|
Vitor Marcelo Vieira
|
PLANO DE ENSINO
1. EMENTA
Problematização e alguns conceitos, dinâmica e naturalização do sistema
capitalista. A relação entre indivíduo e sociedade. Marx, Durkheim e Weber:
vida, obra e teorias sociológicas clássicas sobre o Estado. O trabalho e as
sociedades humanas. A estrutura social e as desigualdades. Conceitos e o
surgimento da Sociologia, enquanto instrumento de observação da sociedade. A
transformação da Sociologia em ciência no século XIX.
A construção do estado capitalista liberal e o estado moderno. A luta
operária e as conquistas cidadãs. O conhecimento científico e as ciências
sociais. A epistemologia como processo crítico do pensamento científico e seus
desdobramentos nas análises sobre as sociedades. Os movimentos sociais
contemporâneos. Gênero, sexualidade e poder. Identidades sexuais e de gênero.
Masculinidades e feminilidades. Organização social e diferentes concepções de
família.
2. JUSTIFICATIVA
Abordar a ementa permite situar o estudante na perspectiva da construção
social do capitalismo e sua determinação e as formas históricas da concentração
do capital. O estudo dos autores clássicos é fundamental para o conhecimento
dos fundamentos da Ciência Política Moderna com influência direta nos autores
contemporâneos. Ao estudá-los o estudante adquire base teórica para entender e
interpretar melhor a sociedade capitalista ocidental e as questões do Estado e
sua relação com o Estado brasileiro.
3 OBJETIVO GERAL
- Possibilitar ao estudante de ciências sociais um aprofundamento de
temas e conceitos à respeito da dinâmica expansiva do capital.
4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1º Anos EMI
1º Bimestre
- Expor o contexto do surgimento da Sociologia;
- A produção social do conhecimento;
- Conceitos sobre o capitalismo nas suas origens e na contemporaneidade:
- A sociedade dos indivíduos;
2º Bimestre
- A relação entre sociedade e indivíduo;
- Os clássicos da Sociologia: Karl Marx e as classes sociais; Émile
Durkheim e as instituições e o indivíduo; Max Weber e a ação social;
3º Bimestre
- Norbert Elias e a sociedade dos indivíduos;
- O trabalho e as sociedades humanas;
4º Bimestre
- A estrutura social e as desigualdades;
As desigualdades sociais no Brasil:
2º Anos EMI
1º Bimestre
- O Estado Moderno e a construção do estado liberal;
- As teorias sociológicas clássicas sobre o Estado.
2º Bimestre
- Poder, política e Estado no Brasil;
- A democracia no Brasil.
3° Bimestre
- Direito, cidadania e movimentos sociais;
- A cultura enquanto significado e o etnocentrismo;
- A dominação pela ideologia.
4º Bimestre
- Os clássicos da Sociologia e a mudança;
- Augusto Comte e o Positivismo;
- Marx e a crítica à economia política.
5. METODOLOGIA
Aulas expositivas e dialogadas; encaminhamento de pesquisas empíricas
Seminários com leitura prévia dos textos; exibição de filmes relacionados à temática.
Seminários com leitura prévia dos textos; exibição de filmes relacionados à temática.
6 AVALIAÇÃO
A avaliação é um momento importante do processo ensino-aprendizagem.
Formalmente, consistirá em quantitativa e qualitativa. A qualitativa levará em
conta a leitura e discussão dos textos, assiduidade, participação nos encaminhamentos
propostos. A quantitativa consistirá em trabalho (resenhas, sínteses,
pesquisas, apresentação de texto por grupo de estudantes, etc.), e uma prova
sem consulta.
7 REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zigmunt. Modernidade Líquida. Rio de JANEIRO: Jorge Zahar Editor, 2001.
BAUMAN, Zigmunt. Modernidade Líquida. Rio de JANEIRO: Jorge Zahar Editor, 2001.
BORDIEU, Pierre. Escritos de Educação: seleção,
organização, introdução e notas de Maria Alice Nogueira e Afrânio Catani.
Petrópolis: Vozes, 1998.
ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de
Janeiro. Jorge Zahar Editor, 1994.
ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador: formação do
Estado e civilização. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, 1993.
FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital-imperialismo:
Teoria e História. Rio de Janeiro. Ed. UFRJ/Ed. EPSJV-Fiocruz, 2010.
MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia? São Paulo, SP.
Brasiliense, 1994.
SENNET, Richard. O Declínio do Homem Público: as
tiranias da intimidade. Tradução Lygia Araújo Watanabe. São Paulo: Companhia
das Letras, 1998.
ROMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio. São
Paulo: Saraiva, 2010
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Pesquisadora quer analisar coração de D. Pedro I
Médicos envolvidos no estudo afirmam que com a necropsia seria possível aprofundar as hipóteses da causa mortes do monarca
O próximo passo do estudo da historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel, revelado com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, é analisar o coração de Dom Pedro I, que está na cidade do Porto, em Portugal. Por decisão testamentária, o coração foi doado à Igreja da Lapa, onde é mantido como relíquia na capela principal.
Na primeira fase da pesquisa, Valdirene exumou restos mortais do imperador e de suas duas mulheres, Leopoldina e Amélia, guardados na cripta do Monumento à Independência, no Ipiranga, zona sul da cidade de São Paulo. O material passou por exames na Faculdade de Medicina da USP, que revelaram, entre outras coisas, que Dona Amélia está mumificada.
Médicos envolvidos no estudo veem com entusiasmo a análise do coração. "A partir de uma amostra pequena, de 5 mm, já seria possível aprofundar as hipóteses da causa mortis de Dom Pedro", diz o médico Paulo Hilário Saldiva, chefe do Departamento de Patologia da USP.
Com esse tecido, especialistas poderiam tentar saber, por exemplo, se o imperador teve ou não sífilis, como historiadores afirmam. "Pelo vídeo que vimos, é possível perceber que o coração é maior do que o normal. Isso pode ser decorrência de alguma doença, como de Chagas. Ou de um problema reumático. É preciso analisar."
Em breve, um pedido formal deve ser feito à prefeitura do Porto e à Venerável Ordem de Nossa Senhora da Lapa, que administra a igreja. Segundo Valdirene, será apresentado um projeto detalhado e, dependendo da receptividade, pesquisadores poderão solicitar a vinda do órgão ao Brasil para tomografia na Faculdade de Medicina da USP.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Plano de Ensino 6º e 7º anos
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA ITAJUBÁ
CURSO: ENSINO FUNDAMENTAL
PROFESSOR: VITOR MARCELO VIEIRA
PLANO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
1 OBJETIVO GERAL DO CURSO DE HISTÓRIA
Espera-se que ao longo do
ensino fundamental os alunos gradativamente possam ampliar a compreensão de sua
realidade, especialmente confrontando-a e relacionando-a com outras realidades
históricas, e, assim, possam fazer suas escolhas e estabelecer critérios para
orientar suas ações. Nesse sentido, os alunos deverão ser capazes de:
- identificar relações sociais no seu próprio grupo
de convívio, na localidade, na região e no país, e outras manifestações estabelecidas
em outros tempos e espaços;
- situar acontecimentos históricos e localizá-los em
uma multiplicidade de tempos;
- reconhecer que o conhecimento histórico é parte de
um conhecimento interdisciplinar;
- compreender que as histórias individuais são partes
integrantes de histórias coletivas;
- conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes
grupos, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas,
políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles,
continuidades e descontinuidades, conflitos e contradições sociais;
- questionar sua realidade, identificando problemas e
possíveis soluções, conhecendo formas político-institucionais e organizações da
sociedade civil que possibilitem modos de atuação;
- dominar procedimentos de pesquisa escolar e de
produção de texto, aprendendo a observar e colher informações de diferentes paisagens
e registros escritos, iconográficos, sonoros e materiais;
- valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a
diversidade social, considerando critérios éticos;
2
JUSTIFICATIVA
Como se aprende História? Como se ensina História?
Não se aprende História apenas no espaço escolar. As crianças e jovens
têm acesso a inúmeras informações, imagens e explicações no convívio social e
familiar, nos festejos de caráter local, regional, nacional e mundial. São
atentos às transformações e aos ciclos da natureza, envolvem-se com os ritmos
acelerados da vida urbana, da televisão e dos videoclipes, são seduzidos pelos
apelos de consumo da sociedade contemporânea e preenchem a imaginação com
ícones recriados a partir de fontes e épocas diversas. Nas convivências entre
as gerações, nas fotos e lembranças dos antepassados e de outros tempos,
crianças e jovens socializam-se, aprendem regras sociais e costumes, agregam
valores, projetam o futuro e questionam o tempo.
Rádio, livros, enciclopédias, jornais, revistas, televisão, cinema, vídeo
e computadores também difundem personagens, fatos, datas, cenários e costumes
que instigam meninos e meninas a pensarem sobre diferentes contextos e
vivências humanas. Nos Jogos Olímpicos, no centenário do cinema, nos cinqüenta
anos da bomba de Hiroshima, nos quinhentos anos da chegada dos europeus à
América, nos cem anos de República e da abolição da escravidão, os meios de
comunicação reconstituíram com gravuras, textos, comentários, fotografias e
filmes, glórias, vitórias, invenções, conflitos que marcaram tais
acontecimentos.
Os jovens sempre participam, a seu modo, desse trabalho da memória, que
sempre recria e interpreta o tempo e a História. Apreendem impressões dos
contrastes das técnicas, dos detalhes das construções, traçados das ruas, dos
contornos das paisagens, dos desenhos moldados pelas plantações, do abandono
das ruínas, da desordem dos entulhos, das intenções dos monumentos que remetem
ora para o antigo, ora para o novo, ora para a sobreposição dos tempos. Tais
fatores instigam-os a intuir, a distinguir e a olhar o presente e o passado com
os olhos da História. Aprendem que há lugares para guarda e preservação da
memória, como museus, bibliotecas, arquivos, sítios arqueológicos. Entre os
muitos momentos, meios e lugares que sugerem a existência da História, estão,
também, os eventos e os conteúdos escolares. Os jovens, as crianças e suas
famílias agregam às suas vivências, informações, explicações e valores
oferecidos nas salas de aula. É, muitas vezes, a escola que cria estímulos e
significados para lembrar ou silenciar sobre este ou aquele evento, esta ou
aquela imagem, este ou aquele processo.
Algumas das informações e questões históricas, adquiridas de modo
organizado ou fragmentado, são incorporadas significativamente pelo
adolescente, que as associa, relacionam, confronta e generaliza. O que se torna
significativo e relevante consolida seu aprendizado. O que ele aprende
fundamenta a construção e a reconstrução de seus valores e práticas cotidianas
e as suas experiências sociais e culturais. O que o sensibiliza molda a sua
identidade nas relações mantidas com a família, os amigos, os grupos mais
próximos e mais distantes e com a sua geração. O que provoca conflitos e
dúvidas estimula-o a distinguir, explicar e dar sentido para o presente, o
passado e o futuro, percebendo a vida como suscetível de transformação. É
preciso diferenciar, entretanto, o saber que os alunos adquirem de modo
informal daquele que aprendem na escola. No espaço escolar, o conhecimento é
uma reelaboração de muitos saberes, constituindo o que se chama de saber
histórico escolar. Esse saber é proveniente do diálogo entre muitos
interlocutores e muitas fontes e é permanentemente reconstruído a partir de
objetivos sociais, didáticos e pedagógicos.
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivo
Geral: Perceber que o conhecimento do passado se transforma e se aperfeiçoa
incessantemente e compreender o passado pelo presente e correlativamente o
presente pelo passado.
3.2 Objetivos específicos
- utilizar
fontes históricas em suas pesquisas escolares;
-Perceber que o
objeto da História não é o passado; seu objeto é o homem, ou melhor, os homens,
mais precisamente “homens no tempo”;
- Compreender
que o tempo é o meio e a matéria concreta da história.
4 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
6º ANO –
1º BIMESTRE
- Introdução aos
estudos históricos;
- A História e o
tempo (calendários, divisões do tempo);
- A História e o
Homem;
- Os nossos
antepassados, hominização e a ocupação do espaço geográfico;
- Pré-História
(Paleolítico, neolítico, mesolítico e idade dos metais);
- Pré-história
brasileira;
- O processo de
formação dos primeiros aglomerados humanos e o surgimento das cidades.
2º BIMESTRE
-Civilizações
Orientais: Mesopotâmia, Egito Antigo, África, Fenícia, Palestina, Pérsia, China,
índia. Abordagens: localização e características geográficas. Organização
política, cultural, social e econômica.
3º BIMESTRE
- Civilizações
Ocidentais: a civilização grega. Abordagens: localização e características
geográficas, organização política, cultural, social, econômico e legado para as
sociedades atuais.
4º BIMESTRE
- Civilização
Romana: abordagens: localização e características geográficas, organização
política, cultural, social, econômico e legado para as sociedades atuais.
7º ANO
1º BIMESTRE
- A transição da
Idade Antiga para a Idade Média:
* Queda do
Império Romano no Ocidente;
- Os Bárbaros:
* O Império
Carolíngio;
* O Reino
Franco;
* O Feudalismo
(formação, sociedade, declínio, poder da Igreja, cruzadas);
- Contrastes
entre o mundo muçulmano e a Europa cristã (religião, comércio, política).
2º BIMESTRE
- O Renascimento
comercial e urbano na Europa;
- Formação das
Monarquias Nacionais na França, Inglaterra, Portugal e Espanha;
- Renascimento
Cultural.
3º BIMESTRE
- A Reforma Religiosa
(luteranismo, calvinismo, anglicanismo);
- A
Contra-reforma;
- As grandes
navegações (Espanha, Portugal, França, Inglaterra e Holanda);
- Os povos
pré-colombianos (Maias, Astecas, Incas);
- Abordagens:
localização e características geográficas, organização política, cultural,
social, econômico e legado para as sociedades atuais.
4º BIMESTRE
- Colonização e
administração da América Espanhola;
- Povos
indígenas brasileiros;
- A ocupação e
colonização do Brasil (mão-de-obra indígena e africana);
- A
administração portuguesa no Brasil (capitanias hereditárias, governo-geral).
5 METODOLOGIA
De modo geral, os conhecimentos históricos tornam-se significativos para
os estudantes, como saber escolar e social, quando contribuem para que eles
reflitam sobre suas vivências e suas inserções históricas. Por essa razão, é
fundamental que aprendam a reconhecer costumes, valores e crenças em suas
atitudes e hábitos cotidianos e nas organizações da sociedade; a identificar os
comportamentos, as visões de mundo, as formas de trabalho, as formas de
comunicação, as técnicas e as tecnologias em épocas datadas; e a reconhecer que
os sentidos e significados para os acontecimentos históricos e cotidianos estão
relacionados com a formação social e intelectual dos indivíduos e com as
possibilidades e os limites construídos na consciência de grupos e de classes.
Assim o trabalho com diferenças e semelhanças, bem como continuidades e
descontinuidades, tem o objetivo de instigá-los à reflexão, à compreensão e à
participação no mundo social. É tarefa do professor criar situações de ensino
para os alunos estabelecerem relações entre o presente e o passado, o
particular e o geral, as ações individuais e coletivas, os interesses
específicos de grupos e as articulações sociais. Podem ser privilegiadas as
seguintes situações didáticas:
- questionar os
alunos sobre o que sabem quais suas idéias, opiniões, dúvidas e/ou hipóteses
sobre o tema em debate e valorizar seus conhecimentos;
- propor novos
questionamentos, fornecer novas informações, estimular a troca de informações,
promover trabalhos interdisciplinares;
- desenvolver
atividades com diferentes fontes de informação (livros, jornais, revistas,
filmes, fotografias, objetos etc.) e confrontar dados e abordagens;
- trabalhar com documentos
variados como sítios arqueológicos, edificações, plantas urbanas, mapas,
instrumentos de trabalho, objetos cerimoniais e rituais, adornos, meios de
comunicação, vestimentas, textos, imagens e filmes;
- ensinar
procedimentos de pesquisa, consulta em fontes bibliográficas, organização das
informações coletadas, como obter informações de documentos, como proceder em
visitas e estudos do meio e como organizar resumos;
- promover
estudos e reflexões sobre a diversidade de modos de vida e de costumes que
convivem na mesma localidade;
- promover
estudos e reflexões sobre a presença na atualidade de elementos materiais e
mentais de outros tempos e incentivar reflexões sobre as relações entre
presente e passado, entre espaços locais, regionais, nacionais e mundiais;
- debater
questões do cotidiano e suas relações com contextos mais amplos;
- propor estudos
das relações e reflexões que destaquem diferenças, semelhanças, transformações,
permanências, continuidades e descontinuidades históricas;
- identificar diferentes
propostas e posições defendidas por grupos e instituições para solução de
problemas sociais e econômicos;
- propor aos
alunos que organizem suas próprias soluções e estratégias de intervenção na
realidade (organização de regras de convívio, atitudes e comportamentos diante
de questões sociais, atitudes políticas individuais e coletivas etc.);
- distinguir
diferentes padrões de medidas de tempo, trabalhar com a idéia de durações e
ritmos temporais e construir periodizações para os temas estudados;
- solicitar
resumos orais ou em forma de textos, imagens, gráficos, linhas do tempo, propor
a criação de brochuras, murais, exposições e estimular a criatividade
expressiva.
É importante que o professor sempre explicite sua proposta de trabalho
para os estudantes e retome, algumas vezes, a proposta inicial a fim de que
eles possam decidir sobre novos procedimentos no decorrer das atividades.
Assim, por exemplo, é a problemática inicial que orienta a escolha das fontes
de informação que são mais significativas. Entre as pesquisas realizadas,
algumas podem ser descartadas e outras confrontadas em um processo de avaliação
da importância de suas informações. Imagens podem ser selecionadas entre as
muitas recolhidas, para reforçarem argumentos defendidos ou por revelarem
situações não imaginadas. Textos sobre episódios do passado podem ser
organizados para demonstrarem a especificidade no modo de pensar da época e
exemplificarem conflitos entre grupos sociais.
6 AVALIAÇÃO
No processo de avaliação é
importante considerar o conhecimento prévio, as hipóteses e os domínios dos
alunos e relacioná-los com as mudanças que ocorrem no processo de ensino e
aprendizagem. O professor deve identificar a apreensão de conteúdos, noções, conceitos,
procedimentos e atitudes como conquistas dos estudantes, comparando o antes, o
durante e o depois. A avaliação não deve mensurar simplesmente fatos ou conceitos
assimilados. Deve ter um caráter diagnóstico e possibilitar ao educador avaliar
o seu próprio desempenho como docente, refletindo sobre as intervenções
didáticas e outras possibilidades de como atuar no processo de aprendizagem dos
alunos.
REFERÊNCIAS
BAKHTIN, M. A cultura popular na
Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara
Frateschi Vieira. São Paulo: Hucitec; Brasília: Universidade de Brasília, 1987.
BENJAMIN, W. Sobre o conceito da
História. In: Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. 3. ed. Trad.
Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BRAUDEL, F. História e Ciências
Sociais. Trad. Rui Nazaré. 5. ed. Lisboa: Presença,
1986.
CERTEAU, M. A invenção do
cotidiano. Trad. Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis: Vozes, 1994.
CHARTIER, R. A História cultural:
entre práticas e representações. Trad. Maria Manuela
ELIAS, Norbert. O
processo civilizador: formação do Estado e civilização. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
(sinopse) pp. 193-249.
FERRO, M. Há uma visão fílmica da
história? In: Uma lição de História de Fernand Braudel.
HOBSBAWM, E. Nações e
nacionalismo desde 1780. Programa, mito e realidade. Trad. Maria Célia Paoli e
Anna Maria Quirino. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
HOBSBAWM, E. e RANGER, T. A
invenção da tradição. Trad. de Celina Cardim
Cavalcante. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1984.
HUNT, L. A nova História cultural.
Trad. Jefferson Camargo. São Paulo: Martins Fontes,
1992.
LE GOFF, J. História e memória.
Trad. Bernardo Leitão et alii. Campinas: Unicamp, 1990.
LEFEBVRE, H. A vida cotidiana no
mundo moderno. Trad. Alcides João de Barros. São
Paulo: Ática, 1991.
LE GOFF. Jacques. As
raízes medievais da Europa. Petrópilis: Vozes, 2007.
Assinar:
Postagens (Atom)










