sábado, 4 de janeiro de 2014

Romanos usavam redes sociais há dois mil anos, diz livro

"O historiador Robert Darnton já afirmava numa de suas exposições num evento realizado no Rio Grande do Sul que a Wikipédia não é hoje o que a Enciclopédia foi para o século XVIII? Baseado nessa ideia é que fiz o recorte da notícia à seguir que mostra que as redes sociais não são um fenômeno dos dias atuais. Analisando dessa forma é possível pensar que a difusão desse comportamento e o uso dessas tecnologias fazem parte, sem dúvida de uma construção social".




07/11/2013 13h05 - Atualizado em 07/11/2013 13h39

 

Para Tom Standage, Facebook e Twitter são reencarnações de ferramentas antigas de comunicação e interação.

Da BBC

'Tablet de cera' usado na Roma Antiga (Foto: Museu Romano-Germânico de Colônia)'Tablet de cera' usado na Roma Antiga (Foto: Museu Romano-Germânico de Colônia)
Ao tuitar ou comentar embaixo do post de um de seus vários amigos no Facebook, você provavelmente se sente privilegiado por viver em um tempo na História em que é possível alcançar de forma imediata uma vasta rede de contatos por meio de um simples clique no botão 'enviar'.
Você talvez também reflita sobre como as gerações passadas puderam viver sem mídias sociais, desprovidas da capacidade de verem e serem vistas, de receber, gerar e interagir com uma imensa carga de informações.
Mas o que você talvez não sabia, é que os seres humanos usam ferramentas de interação social há mais de dois mil anos. É o que afirma Tom Standage, autor do livro "Writing on the Wall - Social Media, The first 2.000 Years" (Escrevendo no Mural - Mídias Sociais, Os primeiros 2 mil anos, em tradução livre).
Na obra, Standage, que é editor de conteúdo do site da revista britânica The Economist, afirma que redes sociais como o Facebook, Twitter e Tumblr podem ser as últimas encarnações de uma prática que começou por volta do ano 51 a.C, na Roma Antiga.
Segundo Standage, Marco Túlio Cícero, filósofo e político romano, teria sido, junto com outros membros da elite romana, precursor do uso de redes sociais.
O autor relata como Cícero usava um escravo, que posteriormente tornou-se seu escriba, para redigir mensagens em rolos de papiro que eram enviados a uma espécie de rede de contatos.
Estas pessoas, por sua vez, copiavam seu texto, acrescentavam seus próprios comentários e repassavam adiante.
'Hoje temos computadores e banda larga, mas os romanos tinham escravos e escribas que transmitiam suas mensagens', disse Standage à BBC Brasil.
'Membros da elite romana escreviam entre si constantemente, comentando sobre as últimas movimentações políticas e expressando opiniões'.
iPad romano
Além do papiro, outra plataforma comumente utilizada pelos romanos era uma tábua de cera do tamanho e da forma de um tablet moderno, em que escreviam recados, perguntas ou transmitiam os principais pontos da acta diurna, um 'jornal' exposto diariamente no Fórum de Roma contendo um resumo de debates políticos, anúncios de feriados, de nascimentos e de óbitos, e outras informações oficiais.
Essa tábua, o 'iPad da Roma Antiga', era levado por um mensageiro até o destinatário, que respondia embaixo da mensagem.
'Esse sistema é provavelmente o antepassado mais antigo do torpedo de celular', compara o autor.
Outra curiosidade relatada no livro é que o hábito de abreviar palavras e expressões, amplamente usado nos dias de hoje, também era comum entre os romanos.
Entre as expressões mais correntes estavam 'SPD', que significa 'Envia muitos cumprimentos' e S.V.B.E.E.V: 'Se você está bem, que bom. Eu estou bem'.
'Escrevendo no Mural' descreve a evolução das mídias sociais ao longo da História e mostram o grande impacto da criação do papel e da invenção do processo de impressão sobre a comunicação social.
'Na corte de Ana Bolena (uma das mulheres do rei da Inglaterra Henrique VIII), o manuscrito de Devonshire era um Facebook do século XVI, permitindo aos cortesãos se comunicarem por meio de poesias e fofocas nas páginas que circulavam pelos corredores do palácio', diz o autor.
Standage conta como os panfletos do teólogo alemão Martinho Lutero, que desencadearam a Reforma Protestante no século XVI, foram disseminados rapidamente pela Europa depois que as pessoas começaram a replicá-los e, depois, imprimi-los.
'Ele não esperava que isso fosse acontecer, que as pessoas fossem disseminar sua mensagem de que a Igreja precisava ser reformada. Foi uma disseminação social e viral', diz o autor.
Anomalia histórica
Para o Standage, o advento e a popularização da comunicação de massa no século XIX - com jornais e livros - e no século XX - cinema, rádio e TV - ofuscaram os modelos sociais de distribuição de informação que haviam prevalecido durante séculos.
'As pessoas passaram a obter informações das mídias de massa e não mais de seus amigos, em um processo de mão única, sem interação', diz o autor.
Na última década, a internet abriu caminho para o renascimento das plataformas sociais de comunicação que, para o autor, se tornaram tão eficientes que passaram a competir com as mídias de massa.
'Agora o grande desafio das grandes organizações de mídia é gerar conteúdo de mão dupla, porque já sabem que o de mão única foi uma anomalia histórica que não funciona mais'.
Para Standage, sua obra reflete que o ser humano, independentemente da época em que vive, nutre o desejo profundo de se conectar e compartilhar ideias e impressões com outras pessoas.
'Este desejo é construído nos nossos cérebros. A tecnologia vai e vem, mas a natureza humana continua a mesma'.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O sistema capitalista é expansivo, por vezes expande (contrata) por vezes retrai (demite).

"No sistema capitalista o trabalhador não é eliminado, mas está à mercê do sistema, pois, o capitalismo promove crise porque é expansivo, ou seja, sua própria dinâmica social é expansiva. Um bom exemplo podemos encontrar na notícia publicada no site do yahoo nesta segunda-feira dia 30 de dezembro de 2013 à respeito das demissões promovidas pela General Motors":



GM demite funcionários da fábrica de São José dos Campos por telegrama


A General Motors demitiu, no último sábado (28), funcionários da fábrica de São José dos Campos, em São Paulo. A empresa não divulgou o número de demissões, mas confirmou em nota que está encerrando as atividades da linha de montagem de veículos de passageiros.
Os funcionários receberam um telegrama informando sobre os cortes. Segundo a montadora, o encerramento das atividades já estava previsto no acordo trabalhista de 28 de janeiro de 2013 com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
“É importante lembrar que a GM, desde 2008, negociou com o sindicato novos investimentos que permitiriam a aprovação de novos projetos para a fábrica, chegando inclusive a contar com o apoio da sociedade civil joseense, mas não obteve sucesso. Foram usadas todas as alternativas trabalhistas, como férias coletivas, planos de demissão voluntária, lay off e licença remunerada, para minimizar impactos para nossos trabalhadores.” Em agosto, a montadora decidiu fechar a fábrica de São José dos Campos, pois a produção do modelo Classic não era viável. Porém, pouco tempo depois, a companhia voltou atrás e decidiu manter a produção do carro no local, após negociações com o sindicato. “Diante disso e com o objetivo de viabilizar seu programa de investimentos no Brasil, a empresa optou por aprovar os novos projetos previstos no plano para renovação do portfólio, no valor de R$ 5,7 bilhões, para as outras unidades que mantem no país”, informou em nota. As unidades que a GM se refere são as de São Caetano do Sul (SP) e Gravataí (RS), que foram modernizadas, ampliadas e receberam cinco novos modelos, a construção do complexo de Joinville (SC) para produção de motores e cabeçotes e investimentos complementares na fábrica de Mogi das Cruzes (SP) e no Centro Logístico Chevrolet de Sorocaba (SP).

REFERÊNCIA

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Visita histórica ao Palácio do Catete no Rio de Janeiro

Visita histórica ao Palácio do Catete, residência oficial de Getúlio Vargas e outros presidentes anteriores do período da Velha República

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

UM DOS CURSOS MAIS IMPORTANTES DE MINHA VIDA

Terminou o período de aulas do curso de graduação em Sociologia-licenciatura plena. Foram quatro anos de muita luta, de muita satisfação. Aliado ao conhecimento que já possuía do curso de História, entre 2004 e 2008 na Unochapecó, a Sociologia me aprofundou ainda mais. Fico muito feliz, pois amo a História, amo a Sociologia. Não tenho dúvidas de que o conhecimento até agora nesses cursos, além da especialização em Educação e do Mestrado em História, cada vez me trazem a ideia da eternidade. 
Essa saga permanecerá viva, pois quando eu não estiver mais nesse mundo, a minha obra ficará e sei que meu legado e minha vida ficará presente na vida de muitas pessoas. Afirmo isso, porque recentemente tive demonstração de carinho que encorajam a seguir em frente e sei que ficarei na mente dessas pessoas, assim como elas estarão sempre em minha lembrança. Em 2014 vou pensar no projeto do doutorado e a saga continua em direção à eternidade...

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ADIN QUESTIONA DOAÇÕES DE EMPRESAS PARA CAMPANHAS POLÍTICAS

STF começa julgar ação de inconstitucionalidade (ADIN) da OAB que questiona doações de empresas às campanhas políticas.
MARCELO COELHO - DE SÃO PAULO - 12/12/2013 - 03h50 -http://www1.folha.uol.com.br/poder/ 
Empresas podem fazer doações a candidatos? Pela legislação atual, sim. O sistema traz distorções? Com certeza.
Dos R$ 6 bilhões arrecadados nas eleições de 2010, 97% vieram de contribuições feitas por pessoas jurídicas. Pesquisas demonstram, ademais, que, quanto mais dinheiro recebe um candidato, maior sua chance de se eleger. O custo médio de um deputado federal está em R$ 1 milhão, e o de um senador é quatro vezes mais.
A exposição foi feita em menos de dez minutos, pela advogada Aline Osório, no início da sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal.
Seria o caso de propor uma reforma política no Congresso, para diminuir ou regular os gastos eleitorais? Para outro orador da sessão de ontem, isso seria irrealista: a cobra nunca morde a mão que a alimenta.
O autor da frase, bastante expressiva mas sem maior relevância jurídica, foi Bruno Collares Alves, falando em nome do PSTU. Assim como Aline Osório, ele era um dos "amici curiae", termo que designa partes interessadas num processo, às quais é concedido o direito de fazer sustentação num tribunal.
Outros debatedores não recorreram a raciocínio tão extremado. Raimundo Aragão falou em nome do Movimento Contra a Corrupção, que agrega associações recém-saídas do sucesso obtido com a aprovação da Lei da Ficha Limpa.
Ao contrário do que aconteceu na Ficha Limpa, explicou, torna-se desnecessário propor uma nova lei para proibir doações de empresas. Basta fazer o que já está previsto na Carta de 1988.
Era também este o argumento da Ordem dos Advogados do Brasil, que propôs a ação no Supremo Tribunal. Afinal, a Constituição estabelece que todo poder emana do povo. Povo nada mais é que o conjunto dos indivíduos, dos cidadãos.
Uma empresa, uma pessoa jurídica, não é um indivíduo. Não tem o direito de votar, por exemplo. Não deveria ter, por conseguinte, o direito de financiar campanhas políticas. Que um empresário faça isso é uma coisa. Que uma pessoa jurídica faça o mesmo --isso seria inconstitucional. Revogue-se, portanto, a lei que permite esse tipo de coisa.
No campo oposto, estava a Advocacia Geral da União. A sustentação de Luís Inácio Adams foi a mais fraca e desconjuntada da tarde. O advogado-geral lembrou que, em grandes democracias como a Inglaterra e os Estados Unidos, era permitida a doação de empresas a candidatos.
Joaquim Barbosa corrigiu na hora a afirmação: isso é proibido nos EUA. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e mais tarde Luiz Fux, reforçaram o ponto de Barbosa.
O advogado-geral tentou outros caminhos. Vejam, a igualdade absoluta não existe. Um empresário tem mais dinheiro a doar do que um assalariado qualquer. Partidos com mais votos têm mais tempo na televisão. Um candidato como Enéas teve ampla votação com mínimos recursos...
O presidente do STF não conseguia engolir tais raciocínios. A questão era puramente constitucional: pessoas jurídicas têm direitos políticos, como o de financiar um candidato, ou não? Barbosa apoiava a tese da OAB.
Luiz Fux, relator do processo, foi na mesma linha. Condenou o financiamento empresarial de todos os ângulos possíveis, alternando entusiasmo e técnica, empirismo prático e teoria alemã.
Nenhum ponto constitucional seria atingido pela proibição desse financiamento, acrescentou. Fux ganhou um aparte favorável de Dias Toffoli, que mal se continha ao longo do julgamento: sabemos bem a ideologia que essas empresas representam...
Tirania do poder econômico, ultraje à igualdade política, plutocratização do sistema, rabo preso dos representantes: Fux ia longe no seu voto, e não só na questão das empresas. Defendeu que também se limitem as doações de pessoas físicas e até o uso de recursos dos candidatos nas próprias campanhas.
Teori Zavascki pediu vista do processo; mas nada impediu um cansado Joaquim Barbosa de anunciar ainda ontem seu voto, apoiando e radicalizando alguns detalhes de Fux, com críticas maiores ao Congresso.

Trata-se de evitar o "toma lá, dá cá", resumiu. Se o STF seguir essa tendência, é provável que a dureza de suas decisões no mensalão acabe parecendo fichinha no futuro.

sábado, 7 de dezembro de 2013




Momentos históricos da Primeira Guerra Mundial retratados em vídeo da Cinecittá, cinema italiano.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"Geração Canguru"

Entre os fenômenos de destacados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chama a atenção o crescimento da chamada “geração canguru”, termo usado para designar jovens de 25 a 34 anos que ainda vivem na casa dos pais. De 2002 a 2012, a proporção de jovens neste segmento passou de 20% para 24%.
A coordenadora da pesquisa, Ana Lúcia Saboia, diz que o fenômeno, recente e ainda pouco estudado no Brasil, vem seguindo uma tendência já observada nos países da Europa e pode ajudar a entender as mudanças ocorridas nas famílias no País.
A decisão de morar com os pais, segundo Saboia, pode se basear em justificativas e explicações diversas que envolvem desde questões financeiras (desemprego, custo habitacional), às questões psicológicas (comodismo, a chamada Síndrome de Peter Pan) e mesmo sociodemográficas (queda da taxa de fecundidade, aumento da idade ao casar, aumento do número de divórcios e separações conjugais), envolvendo diferentes graus de dependência econômica e familiar.
Porém, a questão central que recai sobre essa nova “geração” é que a opção de morar com os pais é feita de forma voluntária, uma vez que esses jovens possuem rendimentos e, no geral, alto grau de escolaridade. “Isso é fruto de vários adiamentos. Adiamento da idade para casar, do momento de ter filhos, de deixar a escola”, explica.
A geração canguru é formada 60% por homens e é maior na região Sudeste – 26,7% - , contra os 15,9% observados na região Norte. Outra diferenciação importante dentro desde fenômeno é a renda. Do total de jovens em arranjos familiares com parentesco, cerca de 11,5% possuíam filhos entre 25 e 34 em casa. Nos arranjos com renda per capita de até meio salário mínimo este número passa para 6,6%, chegando a 15,3% nas famílias com renda entre dois a três salários mínimos per capita.