O catedrático de Estudos do Desenvolvimento da Universidade de Londres, Guy Standing (Londres, 1948), publicou um ensaio que estripa os segredos da transformação social que está ocorrendo nos países mais desenvolvidos que, apesar de estar se configurando há décadas, com a explosão da crise financeira se acelerou "de modo catastrófico".
"O Precariado, uma nova classe social" desvenda os segredos desta recente sociedade dominada pelo nascimento de um coletivo "que não encontra respostas e que não se identifica com nenhum outro grupo estabelecido", declarou Standing em entrevista à Agência Efe.
Dominado por contratos temporários, insegurança e o temor constante de perder o emprego, o precariado se viu obrigado a mudar de mentalidade, na qual o pensamento cortoplacista, o estresse e o medo de perder o nível de vida substituíram a vontade de desfrutar o tempo livre.
O precariado não é só produto de retalhos desalinhavados, é um coletivo infectado por uma doença endêmica dos países mais desenvolvidos: o déficit político e o suicídio do estado do bem-estar, que agora não permite diferenciar o trabalhador médio dos demais.
Os cortes e a era de austeridade, bandeira da maioria dos governos europeus, provocaram o renascimento de partidos neofascistas que empregam discursos de ódio como força motriz de suas campanhas políticas e que, nas palavras de Standing, acabarão com todo o conhecido.
"São discursos que prometem 'felicidade' a uma 'maioria' e culpam a minoria por erros do próprio governo, cimentados no medo e produtos de uma classe política sem escrúpulos", continuou Standing, que assegurou que esta tendência terminará por desaparecer.
Discursos populistas que se mostram "hostis com os imigrantes, os homossexuais, inconformistas e, seguramente, com você e comigo, mais cedo ou mais tarde", opinou.
Os jovens enganados
Mas a situação precária também afeta os universitários formados, muitos dos quais se sentem "enganados" por terem entrado em um sistema que lhes prometia trabalho certo e que, no entanto, lhes joga ao desemprego.
"Obviamente trabalhar em um supermercado não é o emprego da minha vida, mas é o único que posso aspirar nesta situação", disse à Efe Francisco, estudante espanhol prestes a se formar em Biologia na Universidade Complutense de Madri, que após quatro meses em uma rede de supermercados retornou ao desemprego.
"Estudo apenas duas disciplinas ao ano enquanto trabalho para poder pagar o crédito da universidade que sobe a cada ano", afirmou outro estudante. Universitários em trabalhos sem vocação, bolsistas sem garantias, e adultos incapazes de abandonar a casa dos pais por medo da incerteza também fazem parte do precariado.
"Uma juventude frustrada que acredita que comprou um bilhete de loteria quando foi exigida a estudar para construir uma carreira", comentou Standing. Para o economista, estes jovens são as principais vítimas da crise, que convivem submetidos a pressões psicológicas.
O precário está vivendo uma nova doutrina de choque. Aversão, frustração e alienação são outros dos sentimentos dominantes do precariado.
No entanto, trabalhar sem receber ou receber muito pouco não lhes transforma em precários. Deste modo, Standing diferencia os estagiários e os demais trabalhadores. "O estagiário está lavrando seu futuro, é consciente dos abusos que sofre, mas o aceita porque é a única maneira de progredir em seu trabalho", explicou Standing no livro.
Enquanto para uns o trabalho temporário é uma oportunidade de fazer carreira, para outros é uma forma de morrer na tentativa. Muitos identificarão esta situação com o arcaico período industrial e acharão que o precariado recupera o sentido de proletariado, mas não poderiam estar mais longe da realidade.
Revolucionar o futuro
O proletariado era um "privilegiado" com relação ao precariado. Tinha certa segurança em seu posto de emprego e renunciava aos direitos sociais em troca de um trabalho fixo que lhe permitisse experimentar um aumento de seu nível de vida.
No entanto, "o precariado sofre toda a pressão da flexibilidade salarial: salário baixo, variável e imprevisível", escreveu Standing sobre uma classe social que não sabe onde estará amanhã.
"A insegurança crônica que vive submete o precariado a um estado de ansiedade constante, está alienado porque não trabalha no que deseja e está furioso com uma sociedade que lhe apresenta um futuro sem futuro", destacou Standing.
No entanto, não é momento para a compaixão. Todas as revoluções sociais se cimentaram sobre a ira e a dor e, desde 2011, os movimentos revolucionários ressuscitaram em vários países.
"A energia das ruas é o motor do progresso", assinalou Standing. Desde as primaveras árabes até os indignados de Madri, todos eles batalham contra a precariedade, imposta a golpe de ferro em todos os países do mundo, lutam por políticas progressivas às quais Standing define como "políticas do paraíso".
Antes símbolo dos países mais subdesenvolvidos, a pobreza social chegou aos motores industriais, ao coração do mundo. "Um dos principais motivos pelos quais o precariado surgiu nos países mais industrializados foram as pressões exercidas pelo crescimento de estados como China e Índia, países dominados pelo precariado", explicou Standing.
Este sistema terminou com o princípio de solidariedade social, se é que alguma vez existiu, embora Standing considere que está se iniciando um processo de transformação "global", que propiciará a "criação de uma agenda progressista que recolherá as reivindicações do precariado."
Alguns poderiam crer que "O precariado, uma nova classe social" é outro livro nascido das entranhas da crise. Mas este ensaio sociológico reflete o nascimento de um coletivo que já tomou forma. Para Standing, todos somos precariados e esta realidade "nos permite deixar para trás a vergonha para dizer orgulhosamente que nós também fizemos parte deste grupo".
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
Intervir na realidade é prática docente
A luta por uma
lei justa também é prática pedagógica e exemplo para nossos alunos. Muitas
vezes uma luta cidadã se torna mais aproveitável do que uma aula entre quatro
paredes. Quanto aos erros de escrita, sim é importante escrever certo, mas não
é o mais importante. É necessário ter uma compreensão crítica da realidade. Ler
é muito importante e se você lê, compreende, produz conhecimento, pesquisa,
escreverá certo sim. Mas a luta pela valorização do magistério deve seguir.
Está só começando uma revolução na educação. Sou esperançoso como Paulo Freire.
"A mudança é possível", dizia ele. Não podemos analisar essa luta com
reducionismos de que tudo é partidarização. Não acredito nisto. Não podemos
analisar que todos pensam assim. Por mais é isso. Abraços a todos.
Prof. Vitor
Marcelo Vieira - Mestre em História
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Imagens da Primavera Brasileira
Todos irmãos, indivíduos diferentes, visões diferentes, mas todos por uma causa, até mesmo os policiais, que são trabalhadores oprimidos pelo sistema.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA ITAJUBÁ
CURSO: ENSINO MÉDIO
PROFESSOR: VITOR MARCELO VIEIRA
PLANO DE ENSINO E APRENDIZAGEM PARA 2º E 3º ANOS DO ENSINO MÉDIO
1 OBJETIVO GERAL DO CURSO DE HISTÓRIA
Antes de relacionar alguns dos conceitos estruturadores da disciplina, é
importante mencionar a historicidade desses conceitos, entendidos como
instrumentos ou, usando uma imagem, como “lentes” através das quais estudamos e
nos posicionamos em relação ao passado e ao presente. O passado pode ser
definido como uma série de eventos que tiveram lugar num momento anterior
àquele que a consciência das pessoas identifica como momento presente. O
passado é, portanto, aquilo que não está, aquilo que não existe mais, mas “sabe-se”
que um dia existiu. Conforme um historiador: Todo ser humano tem consciência do
passado […] em virtude de viver com pessoas mais velhas. Provavelmente todas as
sociedades que interessam ao historiador tenham um passado, pois mesmo as
colônias mais inovadoras são povoadas por pessoas oriundas de alguma sociedade
que já conta com uma longa história.
Ser membro de uma comunidade humana é situar-se em relação ao seu passado
(ou da comunidade), ainda que para rejeitá-lo. O passado é, portanto, uma
dimensão permanente da consciência humana, um componente inevitável das
instituições, valores e outros padrões da sociedade humana (Hobsbawn, 1998, p.
22). O passado pode ser utilizado como padrão para determinadas sociedades que procuram
reproduzir ou conservar em seu cotidiano as “velhas formas do viver”; e pode
também ser usado como um guia de orientação para sociedades que enfrentam pequenas
ou grandes mudanças e necessitam de modelos ou exemplos. O passado pode ainda
ser invocado para justificar ou apoiar determinadas reivindicações ou para
explicar algumas mudanças ou a necessidade delas. De qualquer modo, o passado está
intrinsecamente relacionado com o presente, e é nele que os historiadores, na prática
de seu ofício de reconstituir o passado ou construir o conhecimento histórico, encontram
as “lentes” com que olham para o passado
2 JUSTIFICATIVA
Como se aprende História? Como se ensina História?
Não se aprende História apenas no espaço escolar. As crianças e jovens
têm acesso a inúmeras informações, imagens e explicações no convívio social e
familiar, nos festejos de caráter local, regional, nacional e mundial. São
atentos às transformações e aos ciclos da natureza, envolvem-se com os ritmos
acelerados da vida urbana, da televisão e dos videoclipes, são seduzidos pelos
apelos de consumo da sociedade contemporânea e preenchem a imaginação com
ícones recriados a partir de fontes e épocas diversas. Nas convivências entre
as gerações, nas fotos e lembranças dos antepassados e de outros tempos,
crianças e jovens socializam-se, aprendem regras sociais e costumes, agregam
valores, projetam o futuro e questionam o tempo.
Rádio, livros, enciclopédias, jornais, revistas, televisão, cinema, vídeo
e computadores também difundem personagens, fatos, datas, cenários e costumes
que instigam meninos e meninas a pensarem sobre diferentes contextos e
vivências humanas. Nos Jogos Olímpicos, no centenário do cinema, nos cinqüenta
anos da bomba de Hiroshima, nos quinhentos anos da chegada dos europeus à
América, nos cem anos de República e da abolição da escravidão, os meios de comunicação
reconstituíram com gravuras, textos, comentários, fotografias e filmes,
glórias, vitórias, invenções, conflitos que marcaram tais acontecimentos.
Os jovens sempre participam, a seu modo, desse trabalho da memória, que
sempre recria e interpreta o tempo e a História. Apreendem impressões dos
contrastes das técnicas, dos detalhes das construções, dos traçados das ruas,
dos contornos das paisagens, dos desenhos moldados pelas plantações, do
abandono das ruínas, da desordem dos entulhos, das intenções dos monumentos,
que remetem ora para o antigo, ora para o novo, ora para a sobreposição dos
tempos, instigando-os a intuir, a distinguir e a olhar o presente e o passado
com os olhos da História. Aprendem que há lugares para guarda e preservação da
memória, como museus, bibliotecas, arquivos, sítios arqueológicos. Entre os
muitos momentos, meios e lugares que sugerem a existência da História, estão,
também, os eventos e os conteúdos escolares. Os jovens, as crianças e suas
famílias agregam às suas vivências, informações, explicações e valores
oferecidos nas salas de aula. É, muitas vezes, a escola que cria estímulos ou
significados para lembrar ou silenciar sobre este ou aquele evento, esta ou
aquela imagem, este ou aquele processo.
Algumas das informações e questões históricas, adquiridas de modo
organizado ou fragmentado, são incorporadas significativamente pelo
adolescente, que as associa, relaciona, confronta e generaliza. O que se torna
significativo e relevante consolida seu aprendizado. O que ele aprende
fundamenta a construção e a reconstrução de seus valores e práticas cotidianas
e as suas experiências sociais e culturais. O que o sensibiliza molda a sua
identidade nas relações mantidas com a família, os amigos, os grupos mais
próximos e mais distantes e com a sua geração. O que provoca conflitos e
dúvidas estimula-o a distinguir, explicar e dar sentido para o presente, o
passado e o futuro, percebendo a vida como suscetível de transformação. É
preciso diferenciar, entretanto, o saber que os alunos adquirem de modo
informal daquele que aprendem na escola. No espaço escolar, o conhecimento é
uma reelaboração de muitos saberes, constituindo o que se chama de saber
histórico escolar. Esse saber é proveniente do diálogo entre muitos
interlocutores e muitas fontes e é permanentemente reconstruído a partir de
objetivos sociais, didáticos e pedagógicos.
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivo
Geral: Desenvolvimento de competências e habilidades cognitivas que
conduzam à apropriação, por parte dos alunos, de um instrumental conceitual –
criado e recriado constantemente pela disciplina científica –, que lhes permita
analisar e interpretar as situações concretas da realidade vivida e construir
novos conceitos ou conhecimentos.
3.2 Objetivos específicos
- utilizar
fontes históricas em suas pesquisas escolares;
-Perceber que o
objeto da História não é o passado; seu objeto é o homem, ou melhor, os homens,
mais precisamente “homens no tempo”;
4 CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DO ENSINO MÉDIO
Temas
1. O cidadão e o
Estado
2. Cidadania e
liberdade
3. Cidadania e
etnia
• A definição da
cidadania
– Cidadania
ateniense
– Cidadania do
século XVIII: Revolução Francesa
• Participação
política
– Atenas:
participação direta dos iguais
– Brasil
republicano: participação indireta dos desiguais
• A luta pela
liberdade
– Rebelião de
escravos na Roma antiga
– Rebeliões e
resistências dos escravos no Brasil do século XIX
• Liberdade para
lutar
– Movimentos
negros nos EUA: a luta pelos direitos civis
– Movimentos
negros no Brasil: contra discriminação, por trabalho e educação
• Lutas por
autonomia
– Estratégias
terroristas: ETA e IRA
– Estratégias da
guerra: Guerra da Iugoslávia e/ou guerras étnicas no continente africano
• Direito de
expressão
– O direito à
beleza: arte e moda étnicas
Cidadania:
diferenças e desigualdades
O conceito de Estado
• Transformação
histórica do conceito
– Reinos
europeus e monarquias absolutistas
– Revolução
Francesa e Revolução Americana
• Princípios,
doutrinas e ideologias
– Princípio das
nacionalidades
– Liberalismo e
nacionalismo
5 METODOLOGIA
É importante que o professor sempre explicite sua proposta de trabalho
para os estudantes e retome, algumas vezes, a proposta inicial a fim de que
eles possam decidir sobre novos procedimentos no decorrer das atividades.
Assim, por exemplo, é a problemática inicial que orienta a escolha das fontes
de informação que são mais significativas. Entre as pesquisas realizadas,
algumas podem ser descartadas e outras confrontadas em um processo de avaliação
da importância de suas informações. Imagens podem ser selecionadas entre as
muitas recolhidas, para reforçarem argumentos defendidos ou por revelarem
situações não imaginadas. Textos sobre episódios do passado podem ser
organizados para demonstrarem a especificidade no modo de pensar da época e
exemplificarem conflitos entre grupos sociais.
Consideraremos, portanto, o tempo como construção humana e o tempo
histórico como construção cultural dos povos em diferentes épocas e espaços. No
início do nosso texto usamos as palavras de Hobsbawn para afirmar que todos os
seres humanos têm consciência do passado. Entretanto, para as diversas
culturas, o passado pode ter sentidos diferentes correspondentes às diferentes
maneiras de vivenciar e apreender o tempo e de registrar sua duração e a
sucessão dos eventos – e que podem ser incluídos como objetos de estudos
históricos.
6 AVALIAÇÃO
No processo de avaliação é
importante considerar o conhecimento prévio, as hipóteses e os domínios dos
alunos e relacioná-los com as mudanças que ocorrem no processo de ensino e
aprendizagem. O professor deve identificar a apreensão de conteúdos, noções, conceitos,
procedimentos e atitudes como conquistas dos estudantes, comparando o antes, o
durante e o depois. A avaliação não deve mensurar simplesmente fatos ou conceitos
assimilados. Deve ter um caráter diagnóstico e possibilitar ao educador avaliar
o seu próprio desempenho como docente, refletindo sobre as intervenções
didáticas e outras possibilidades de como atuar no processo de aprendizagem dos
alunos.
BIBLIOGRAFIA
BAKHTIN, M. A cultura popular na
Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara
Frateschi Vieira. São Paulo: Hucitec; Brasília: Universidade de Brasília, 1987.
BENJAMIN, W. Sobre o conceito da
História. In: Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. 3. ed. Trad.
Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BRAUDEL, F. História e Ciências
Sociais. Trad. Rui Nazaré. 5. ed. Lisboa: Presença,
1986.
CERTEAU, M. A invenção do
cotidiano. Trad. Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis: Vozes, 1994.
1993. (sinopse) pp.
193-249.
FERRO, M. Há uma visão fílmica da
história? In: Uma lição de História de Fernand Braudel.
Cavalcante. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1984.
1992.
LEFEBVRE, H. A vida cotidiana no
mundo moderno. Trad. Alcides João de Barros. São Paulo: Ática, 1991.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Parâmetros
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: Secretaria de
Educação Média e Tecnológica (Semtec/MEC), 1999
sábado, 2 de março de 2013
|
EEB. SARA CASTELHANO KLEINKAUF
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Área:
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Área de Ciências Humanas
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Curso:
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ENSINO MÉDIO INOVADOR
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Componente Curricular:
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SOCIOLOGIA
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Turmas:
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111, 112, 113, 114, 115, 221,
222, 223
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Professor (a):
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Vitor Marcelo Vieira
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PLANO DE ENSINO
1. EMENTA
Problematização e alguns conceitos, dinâmica e naturalização do sistema
capitalista. A relação entre indivíduo e sociedade. Marx, Durkheim e Weber:
vida, obra e teorias sociológicas clássicas sobre o Estado. O trabalho e as
sociedades humanas. A estrutura social e as desigualdades. Conceitos e o
surgimento da Sociologia, enquanto instrumento de observação da sociedade. A
transformação da Sociologia em ciência no século XIX.
A construção do estado capitalista liberal e o estado moderno. A luta
operária e as conquistas cidadãs. O conhecimento científico e as ciências
sociais. A epistemologia como processo crítico do pensamento científico e seus
desdobramentos nas análises sobre as sociedades. Os movimentos sociais
contemporâneos. Gênero, sexualidade e poder. Identidades sexuais e de gênero.
Masculinidades e feminilidades. Organização social e diferentes concepções de
família.
2. JUSTIFICATIVA
Abordar a ementa permite situar o estudante na perspectiva da construção
social do capitalismo e sua determinação e as formas históricas da concentração
do capital. O estudo dos autores clássicos é fundamental para o conhecimento
dos fundamentos da Ciência Política Moderna com influência direta nos autores
contemporâneos. Ao estudá-los o estudante adquire base teórica para entender e
interpretar melhor a sociedade capitalista ocidental e as questões do Estado e
sua relação com o Estado brasileiro.
3 OBJETIVO GERAL
- Possibilitar ao estudante de ciências sociais um aprofundamento de
temas e conceitos à respeito da dinâmica expansiva do capital.
4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1º Anos EMI
1º Bimestre
- Expor o contexto do surgimento da Sociologia;
- A produção social do conhecimento;
- Conceitos sobre o capitalismo nas suas origens e na contemporaneidade:
- A sociedade dos indivíduos;
2º Bimestre
- A relação entre sociedade e indivíduo;
- Os clássicos da Sociologia: Karl Marx e as classes sociais; Émile
Durkheim e as instituições e o indivíduo; Max Weber e a ação social;
3º Bimestre
- Norbert Elias e a sociedade dos indivíduos;
- O trabalho e as sociedades humanas;
4º Bimestre
- A estrutura social e as desigualdades;
As desigualdades sociais no Brasil:
2º Anos EMI
1º Bimestre
- O Estado Moderno e a construção do estado liberal;
- As teorias sociológicas clássicas sobre o Estado.
2º Bimestre
- Poder, política e Estado no Brasil;
- A democracia no Brasil.
3° Bimestre
- Direito, cidadania e movimentos sociais;
- A cultura enquanto significado e o etnocentrismo;
- A dominação pela ideologia.
4º Bimestre
- Os clássicos da Sociologia e a mudança;
- Augusto Comte e o Positivismo;
- Marx e a crítica à economia política.
5. METODOLOGIA
Aulas expositivas e dialogadas; encaminhamento de pesquisas empíricas
Seminários com leitura prévia dos textos; exibição de filmes relacionados à temática.
Seminários com leitura prévia dos textos; exibição de filmes relacionados à temática.
6 AVALIAÇÃO
A avaliação é um momento importante do processo ensino-aprendizagem.
Formalmente, consistirá em quantitativa e qualitativa. A qualitativa levará em
conta a leitura e discussão dos textos, assiduidade, participação nos encaminhamentos
propostos. A quantitativa consistirá em trabalho (resenhas, sínteses,
pesquisas, apresentação de texto por grupo de estudantes, etc.), e uma prova
sem consulta.
7 REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zigmunt. Modernidade Líquida. Rio de JANEIRO: Jorge Zahar Editor, 2001.
BAUMAN, Zigmunt. Modernidade Líquida. Rio de JANEIRO: Jorge Zahar Editor, 2001.
BORDIEU, Pierre. Escritos de Educação: seleção,
organização, introdução e notas de Maria Alice Nogueira e Afrânio Catani.
Petrópolis: Vozes, 1998.
ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de
Janeiro. Jorge Zahar Editor, 1994.
ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador: formação do
Estado e civilização. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, 1993.
FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital-imperialismo:
Teoria e História. Rio de Janeiro. Ed. UFRJ/Ed. EPSJV-Fiocruz, 2010.
MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia? São Paulo, SP.
Brasiliense, 1994.
SENNET, Richard. O Declínio do Homem Público: as
tiranias da intimidade. Tradução Lygia Araújo Watanabe. São Paulo: Companhia
das Letras, 1998.
ROMAZI, Nelson Dacio. Sociologia para o ensino médio. São
Paulo: Saraiva, 2010
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